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  • Ivo Vieira desafia quem manda a fazer algo pelo tempo útil de jogo

    Desporto


    O treinador do Moreirense desafiou hoje "quem manda no futebol" a "fazer alguma coisa" em relação ao tempo útil de jogo na I Liga, o mais baixo entre 37 campeonatos europeus que foram objeto de um estudo.

    "Deixo um apelo. Provavelmente, há muita gente sentada, sem se levantar da cadeira para fazer alguma coisa pelo nosso futebol, e cabe a esses, que são os responsáveis, mudar alguma coisa. Nós treinadores podemos mudar em algumas coisas, assim como os clubes e os jogadores podem crescer e podemos fazer com que aconteçam menos perdas de tempo dentro do jogo. Aqueles que fazem a gestão do desporto é que devem fazer mais pelo futebol porque são eles que tomam as decisões", disse o treinador do Moreirense.

    O relatório emitido esta semana pelo Observatório do Futebol do Centro Internacional de Estudos do Desporto (CIES) refere que a Liga portuguesa é a que tem em média menos tempo útil de jogo entre 37 competições europeias.

    O técnico dos minhotos, que falava deste tema à margem da conferência de imprensa de antevisão do jogo Moreirense-Santa Clara de domingo, a contar para a 11.ª jornada da I Liga, sublinhou que "cabe a quem manda fazer alguma coisa" e admitiu estar "dececionado" com esses dados.

    "Quando o Moreirense não ganhar, eu sou o grande responsável, quando os treinadores não ganham, somos os grandes responsáveis porque lideramos o grupo. Quem é que lidera o nosso futebol? Quem é que faz a gestão? Eu não faço grandes distinções entre o que é a Liga [Portuguesa de Futebol Profissional] ou a Federação [Portuguesa de Futebol], nem me quero meter nesses campos, mas acho que quem manda no futebol pode fazer muito mais. Mas eu sou um fiozinho de cabelo numa cabeleira enorme", referiu.

    Ivo Vieira somou a este apelo palavras e argumentos de colegas sobre aspetos como espaços de treino, diferenças de orçamento, relvado ou cultura de futebol, disse ter a convicção de que todos os treinadores "querem jogar mais", mas, sem fazer comparações nem dar exemplos, considerou que a questão "é mais profunda".

    "Não vou analisar se há treinadores que pedem para perder tempo e outros querem ganhar tempo. O problema do futebol não está tanto nos que jogam ou orientam a cada fim de semana. O problema é muito mais profundo", disse o treinador dos vimaranenses.

    Fonte: SAPO Desporto

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